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Resenha do quadrinho A canção de Roland

Uma das melhores leituras de qualquer ano em que for lida.

A canção de Roland foi o primeiro trabalho da editora Comix Zone e as portas não poderiam  se abrir de forma tão especial.
Esse é um gibi no estilo slice of life e conta a história de Paul e sua família. Ele, sua esposa e filha passam por momentos difíceis, alegres, de grande tensão e crescimento juntos, um sendo o apoio do outro em todos os momentos. O conceito de família fica exposto em cada página. O leitor se depara com momentos que já viveu e, em alguns desses momentos fica a falta que esses momentos fazem ou o alívio por eles não acontecerem mais.
Logo de início o quadrinho nos mostra a importância de se ter uma família e que esta vai nos manter firmes até o dia de nossa morte. Ele (Paul) junto com esposa e filha vão para casa do sogro e sogra de Paul onde as irmãs de Lucie também se reúnem para passar um natal em família. Após o passeio vamos acompanhar a trajetória da família principal em mudanças não apenas de casa como também pessoais e tudo fica ainda mais intenso com uma notícia sobre o sogro de Paul que faz com que a família se una ainda mais.
O autor Michel Rabagliati nos convida a entrar e fazer parte de uma família com seus altos e baixos, mas, que nunca se separa e seus membros estão sempre dispostos a ajudar uns aos outros. Quem tem uma família grande sabe a dificuldade que é juntar todos e em A canção de Roland o leitor que se identifica terá uma constante sessão de nostalgia. O quadrinho com sua narrativa e arte simples, nos traz em suas páginas a importância de se ter uma família e tudo que ela pode representar. Por se tratar de uma obra semi autobiográfica, o autor teve todo um cuidado ao expressar seus sentimentos e pensamentos de forma que quem lê o gibi nos dias de hoje e não tiver uma estrutura familiar como a mostrada na história vai com certeza ficar com um gosto de querer montar uma família não igual, mas dentro dos mesmos moldes porque a família de Roland é como qualquer outra família nesse mundo, porém, é um tipo de família que para muitas pessoa não existe mais especialmente nos dias de hoje com tantos acontecimentos ruins.
Tudo no quadrinho gira em torno de família, como ela é importante, como ela nos ajuda a crescer, como é ser importante uns para os outros e participar de suas vidas sem nem ao menos invadir o espaço um do outro. As emoções de quem lê a obra vão desde o sorriso, passando pela irritação até o choro melancólico. Como a narrativa é simples e consistente, o leitor não precisa se esforçar para entender o que se passa já que o foco é que haja total imersão e nisso o autor acerta tanto que fica a vontade de estar brincando com as crianças ou em algum hospital quando se vira uma página ou outra. Ao final do gibi o leitor é convidado a fazer uma breve reflexão de sua própria vida e dos rumos que ela pode tomar e, como esse leitor pode viver e lidar com essas mudanças de forma simples, leve, de bom gosto e tendo seus familiares ao lado.

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Ludinei Neves

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e futuro educando de Letras baseada em traduções, criação de roteiros e etc. Nerd desde o nascimento sonha com a disseminação da leitura pelo mundo. Um amante da cultura em si, um buscador da resposta vital para a vida, o universo e tudo mais. Amante de quadrinhos e da cultura dos vídeo games, apaixonado por Magic the Gathering e também adora livros, RPG, Holy Avenger e Pipoca e Nanquim.

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