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Review | The Boys retorna ainda mais violento, sádica e com ritmo acelerado

Poucas vezes no mundo das séries e filmes temos uma boa aprovação por parte dos telespectadores quando o assunto é adaptação. Raramente a gente se depara com pessoas elogiando uma série e a colocando acima da obra original. Bem isso tem mudado bastante com The Boys.

Poucas vezes no mundo das séries e filmes temos uma boa aprovação por parte dos telespectadores quando o assunto é adaptação. Raramente a gente se depara com pessoas elogiando uma série e a colocando acima da obra original. Bem, isso tem mudado bastante com The Boys.

A série foi lançada em 2019 e logo mostrou porque veio, dois grupos foram formados desde então, os que acharam a série incrível, com grande potencial para ser melhor que os quadrinhos e o grupo que não conseguia ver devido ao tema abordado e violência (de acordo com essas pessoas, elas já veem violência demais durante o dia a dia). Entre os que gostaram, tivemos muitas pessoas falando que a série superaria os quadrinhos se continuasse com a pegada que estava tendo, eis então que em 04 de Setembro de 2020, a segunda temporada chega, e, se essas pessoas gostaram da primeira, a segunda talvez seja a certeza que a série superou os quadrinhos.

A segunda temporada de The Boys chegou e veio com tudo, para quem não se lembra dos acontecimentos da temporada anterior não se preocupe, o resumo dela faz parecer que a gente está vendo a temporada toda novamente. Nesse primeiro episódio já vemos que a temporada começou com tudo e vai fazer todo possível para superar a primeira, não apenas na violência mas em sua trama, além de se preocupar em fechar algumas pontas soltas deixadas, como alguns acontecimentos que aparentemente são causados por terroristas mas que podem não ter sido da forma como vemos. Um discurso funeral no episódio um vem até mesmo nos colocar para refletir quem são nossos heróis de fato e como a fala de alguém importante para uma população tem grande peso e o quanto essa pessoa é seguida por quem acredita nela. Uma referência interessante está em uma saga do Homem de Ferro, onde Tony se entrega ao alcoolismo e dá a volta por cima para conquistar tudo que perdeu. Alguns detalhes estão espalhados pelo episódio para nos contar pequenas histórias como quem é o novo velocista mais rápido, um certo procurado por assassinato, e novos heróis voadores podem ser vistos.

O ritmo está muito bom. A temporada tem um foco bem interessante nos principais questionamentos abordados ao decorrer dos episódios, as críticas ácidas como um todo e também com as ações dos personagens. A exploração da ultraviolência é bem-feita, bem distribuída dentro de seu contexto. As atuações na segunda temporada continua com nível alto de qualidade, alguns atores conseguem mesmo fazer a gente criar uma raiva ainda maior do personagem de tão bem-feita a atuação. Os mesmos personagens babacas que amamos odiar continuam com performances incríveis. Temos os que não se importam com nada a não ser com seu próprio interesse. O impacto causado é surpreendente porque personagens como Capitão Pátria nunca nos deixa adivinhar o que ele pensa ou o que ele vai fazer e isso prende a nossa atenção de forma incrível, ele sempre tem alguma cena de tirar o fôlego dando aquele impacto surreal não apenas no nosso orgulho como na nossa imaginação e traz muito o conceito de ser forte perante as câmeras, mas, um completo covarde atrás delas, e, isso é colocado muito bem ao decorrer dos episódios.

Até o romance entre Hughie e Starlight é interessante por não ser algo arrastado e enfadonho. Ficamos inseguros quando os dois se encontram pelo fato de o ator e a atriz sempre passarem um ar de desconfiança, medo e insegurança, e mesmo nós que estamos vendo ficamos ansiosos sem saber quando vai dar algum problema ou os dois forem flagrados por um dos Supers ou pelo próprio Capitão Pátria e isso prende o telespectador não somente na série, mas no romance deles com direito a torcer pelo casal. Umas das sacadas legais da nova temporada são algumas cenas de comédia que a gente ri só para depois se perguntar se foi correto rir daquilo ou da vergonha alheia.

O cenário de fundo, está muito bom também (lembra quando mencionei acima sobre histórias contadas ao fundo?), os efeitos especiais continuam bacanas e a gente não vê um CGI problemático e percebemos o quanto a equipe inteira da série tem trabalhado duro para nos proporcionar um entretenimento de alta qualidade, como tem sido feito em The Boys. Para quem acompanha as HQs alguns pontos ainda podem ser criticados por conta de mudanças, porém, essas mudanças não vão interferir no andamento da história e deve agradar a todos. Para quem não acompanha as HQs a série vai ser um bom motivo para conhecer e para ambos os casos essa segunda temporada elevou ainda mais, não apenas o nível como também as críticas que o telespectador é convidado a pensar.

The Boys estreia no dia 04 de Setembro no serviço de streamming Amazon Prime Vídeo, com os três primeiros episódios nesta data e o restante da temporada sendo liberada um episódio por semana, toda sexta. Não fique de fora dessa ou alguns “heróis” podem bater em sua porta a qualquer momento com um sorriso no rosto.

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Ludinei Neves

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e futuro educando de Letras baseada em traduções, criação de roteiros e etc. Nerd desde o nascimento sonha com a disseminação da leitura pelo mundo. Um amante da cultura em si, um buscador da resposta vital para a vida, o universo e tudo mais. Amante de quadrinhos e da cultura dos vídeo games, apaixonado por Magic the Gathering e também adora livros, RPG, Holy Avenger e Pipoca e Nanquim.

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