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Review | Big Little Lies e os traumas de Monterrey

Assim que foi anunciado pela HBO o desenvolvimento da série Big Little Lies, baseada no romance homônimo de Liane Moriarty, já a princípio foi idealizada para que fosse uma minissérie limitada. Com o sucesso da produção, foi inevitável que o canal anunciasse uma continuação, apesar de desnecessária. Com o retorno do elenco e produção do primeiro ano, além do aval da autora Liane Moriarty, a série retorna com a missão de manter e elevar a qualidade de sua temporada inicial. Mas será que conseguiu?

Assim que foi anunciado pela HBO o desenvolvimento da série Big Little Lies, baseada no romance homônimo de Liane Moriarty, já a princípio foi idealizada para que fosse uma minissérie limitada. Com o sucesso da produção, foi inevitável que o canal anunciasse uma continuação, apesar de desnecessária. Com o retorno do elenco e produção do primeiro ano, além do aval da autora Liane Moriarty, a série retorna com a missão de manter e elevar a qualidade de sua temporada inicial. Mas será que conseguiu?

Logo no começo da segunda temporada fica claro que Big Little Lies não tem mais uma grande história para ser desenvolvida e opta por desenvolver os traumas causados nas Cinco de Monterrey após a morte de Perry (Alexander Skarsgard). Não importa a relação de Madeline (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman), Jane (Shailene Woodley), Renata (Laura Dern) ou Bonnie (Zoë Kravitz) com o falecido, cada uma lida de uma forma diferente com o acontecido e as consequências de se ter mantido o segredo envolvendo sua morte.

Passado nove meses do ocorrido, seguimos acompanhando a vida em Monterrey, a polícia já não tem muito o que investigar e cada uma das Cinco de Monterrey precisa lidar com seus próprios problemas, em meio a isso, temos a adição de uma nova personagem a trama, que é o único ponto capaz de tumultuar a temporada que segue um ritmo lento. A chegada de Mary Louise Wright, mãe de Perry, interpretada por Meryl Streep, faz com que a vida de Celeste e das outras saia dos eixos.

Um dos pontos mais fortes da primeira temporada foi o grupo de atrizes escalado, a química entre elas e o suspense que as envolvia fez com que a série fosse uma das mais comentadas na internet em 2017, entretanto sem o elemento de suspense, acompanhar suas rotinas e os desdobramentos de suas rotinas acaba se tornando de certo ponto massante, pois os conflitos gerados não são tão envolventes como na temporada anterior.

Apesar de todas as ressalvas desta nova temporada, Meryl Steep acaba sendo o único destaque de peso neste novo ano, a atriz já tão conhecida pelo público entrega uma performance impecável. Como mãe de Perry, ela está determinada a descobrir o que ocorreu de fato com o filho, além disso, Mary Louse tenta conseguir a guarda dos netos por considerar Celeste desequilibrada mentalmente. Nisso a trama gira, mostrando uma mãe de certa forma incapaz de enxergar o monstro que o filho era, convencida de que Jane Chapman (Shailene Woodley) deu motivos para que o filho fizesse o que fez. No papel de Meryl Steep está uma verdade que machuca sobre nossa sociedade atual, aquela que acredita que a vítima de estupro.

Quando Big Little Lies se propõe em trabalhar os traumas das Cinco de Monterrey, acaba tendo problemas na divisão de tela de cada uma das protagonistas, Jane que teria que ter um desenvolvimento maior para lidar com todos os traumas e possíveis consequências para seu filho Ziggy acaba sendo apagada na trama. Tudo isso para dar voz a Bonnie, afinal sua participação na morte de Perry foi maior, fi interessante ver o desenvolvimento de sua infância e como ela foi capaz de afetar sua vida adulta, entretanto Bonnie não tem o mesmo carisma que as outras, fazendo com que o público se canse em determinados momentos de sua história. Entretanto, com os problemas de tela que cada uma sofre, Renata (Laura Dern) acaba sendo a que mais se destaca mesmo com pouco tempo nos episódios, sua performance se destaca em todos os momentos, chegando ao ápice no episódio final.

Por fim, apesar de desnecessária, a segunda temporada de Big Little Lies acaba encerrando de forma satisfatória, mostrando que mesmo quando se tem um elenco afiado não se pode chegar ao máximo sem uma história que envolva e prenda o espectador.

Nota:

3,0

3,0

Por fim, apesar de desnecessária, a segunda temporada de Big Little Lies acaba encerrando de forma satisfatória, mostrando que mesmo quando se tem um elenco afiado não se pode chegar ao máximo sem uma história que envolva e prenda o espectador.

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Juliana Macedo

Futura economista, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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