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Review | Cavaleiros do Zodíaco, o que deu errado na série da Netflix?

1º de Setembro de 1994 é uma data marcante na mente da maioria dos fãs, não só de anime como de mitologia grega. Essa é a data de lançamento de Cavaleiros do Zodíaco que era exibido pela extinta TV Manchete e depois teve passagem pela rede Bandeirantes de televisão. Foi uma febre por onde passou vendendo vários produtos como camisas, álbuns de figurinhas, bonés, cds de música entre vários outros produtos.

1º de Setembro de 1994 é uma data marcante na mente da maioria dos fãs, não só de anime como de mitologia grega. Essa é a data de lançamento de Cavaleiros do Zodíaco que era exibido pela extinta TV Manchete e depois teve passagem pela rede Bandeirantes de televisão. Foi uma febre por onde passou vendendo vários produtos como camisas, álbuns de figurinhas, bonés, cds de música entre vários outros produtos.

Cavaleiros do Zodíaco é um anime de grande destaque não só pela mitologia mas também pelas mensagens de superação, amizade, devoção, incentivo a lutar pelos sonhos e também por ter a melhor saga filler de todos os tempos. A saga de Asgard em CDZ é filler, por mais fillers com aquele nível de qualidade.
Cavaleiros do Zodíaco além de seus episódios com a equipe original tem vários outros títulos como a saga Lost Canvas que se passa 100 anos antes da saga principal, saga Gold que se passa 7 anos antes da fase principal mas que só existe nos mangás e tem sagas feitas após a fase principal como a fase Ômega. Além disso tem filmes em anime e também em CGI e aqui entra nossos problemas. O filme em CGI foi produzido pela Netflix e nem um pouco aceito pelos fãs devido ao roteiro ruim, furos no mesmo, uma trama nem um pouco empolgante ou convincente e a descaracterização de personagens como Máscara da Morte.

Não bastasse isso, a mesma Netflix anunciou que estava produzindo uma série em CGI dos heróis, e, isso deixou uma parte dos fãs preocupados e a outra parte ansiosa. Eis que finalmente o dia chegou, 19/07/2019 a Netflix lança Cavaleiros do Zodíaco, série em CGI e mais uma vez ela falha. Muitos já não haviam gostado de alterações como Shun ter se tornado uma mulher, mas isso é o menor dos problemas, por incrível que pareça a Shun ficou bem-feita, as falas do antigo Shun ficaram muito melhores com a mulher do que quando era ele. O problema está em certas mudanças que logo de cara se percebe que não vai dar certo. Um personagem quer provar que pode vencer os deuses usando apenas tecnologia mas nada do que ele faz parece dar certo fazendo com que tudo não passe de uma perda de tempo.

As alterações não ficaram legais, parece que eles transportaram os bonecos para a série, os cabelos não molham, não amassam, não saem do lugar e os traços dos personagens são todos dos bonecos que compramos nas lojas. As lutas não são interessantes, pelo contrário, são vazias, sem emoção, a sensação de perigo desapareceu, os cortes de cenas são um dos piores destaques uma vez que determinados personagens estão em um lugar e na cena seguinte estão em outro completamente diferente e distante onde mesmo com teleporte (sim, tem teleporte na série), fica sem sentido algum. As alterações geram furos de roteiro e confusão onde o vilão quer acabar com os cavaleiros mas quer fazer isso usando uma armadura, já que é fraco, o mesmo cria armaduras para outros coadjuvantes mas não faz o mesmo para si.

Mais um ponto ruim da série estão nas armaduras, se em Cavaleiros do Zodíaco Ômega ninguém gostou de pingentes como armaduras, imagina agora que são aqueles colares usados pelos soldados do exército? Eles batem nas caixas e elas se transformam nos colares e saem com os mesmos no pescoço, some isso ao fato de Seiya ser desleixado e parecer não se importar nem um pouco com seu cordão numa cena e na outra ele falar que lutou e deu duro para consegui-lo e vai fazer de tudo para usar a armadura. Outro ponto ruim está nas falas dos personagens, os produtores tentaram trazer uma linguagem mais adolescente e atual para a série mas isso só prejudicou porque os diálogos se tornaram sem sentido dentro da proposta da série e também são bem cansativos, o pior disso tudo é que são os dubladores da antiga série animada então, pensem vocês não querendo ouvir as vozes que tanto gostam por elas serem completamente ruins e fora de contexto. Alguns dubladores já faleceram então alguns fãs que forem assistir a série em português podem estranhar. A abertura está em inglês mesmo se colocar a série dublada sem contar que não tem a opção de ver em japonês e isso também jogou a emoção de fora sem contar na música de finalização que é sem emoção também. A sensação que passa é de que a série foi feita de qualquer jeito, foi tocada, não atém a detalhes, não se atém a nada. Não só isso, também vamos contar com incoerências como Marin usando máscara e Shina não, isso só para tentar passar aquele aquela impressão de que Marin pode ser Seika mas que no fim, tudo ficou sem sentido do motivo dela usar máscara e a outra não. Outro ponto negativo da série é que em seis episódios a série resume desde o início até a derrota do Ikki onde os cavaleiros negros são a maior decepção e mais uma vez as lutas são totalmente sem emoção.

Mas nem tudo é desespero e ranger de dentes, os cavaleiros de ouros aparecem e mesmo que por puro fanservice falam alguma coisa ou agem dando para nós um gostinho do que pode vir pela frente. Um outro ponto positivo é a Shun que todos falaram mal, como dito acima, as falas ficaram muito melhores nela do que no antigo Shun e ela consegue, mesmo que timidamente passar algum tipo de simpatia e posicionamento, coisa que o Shun demorou a fazer. Cavaleiros do Zodíaco está no catálogo da Netflix com seis episódios nessa primeira fase. Esperemos que os produtores melhorem a série e tragam sua essência novamente.

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Ludinei Neves

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e futuro estudando de Letras baseada em traduções, criação de roteiros e etc. Nerd desde o nascimento sonha com a disseminação da leitura pelo mundo. Um amante da cultura em si, um buscador da resposta vital para a vida, o universo e tudo mais. Amante de quadrinhos e da cultura dos vídeo games, apaixonado por Magic the Gathering e também adora livros, RPG, Holy Avenger e Pipoca e Nanquim.

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