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Crítica | Dumbo encanta pela beleza e nostalgia nas asas mágicas de um elefantinho

Nesta quinta chega aos cinemas a adaptação em live-action de Dumbo, originalmente lançado em 1941 como animação, a nova versão dirigida por Tim Burton busca atualizar a clássica história do elefantinho que podia voar. Confira nossa crítica:

Nesta quinta chega aos cinemas a adaptação em live-action de Dumbo, originalmente lançado em 1941 como animação, a nova versão dirigida por Tim Burton busca atualizar a clássica história do elefantinho que podia voar. Confira nossa crítica:

Dumbo conta a história de um elefantinho diferente de todos os outros, pois ele possui orelhas imensas, orelhas essas que o dão uma habilidade única – a capacidade de voar. E com essa trama já bem conhecida pelo público, que o live-action vem com a missão de expandir a história sem perder a essência da animação.

Diferente da versão de 1941, nesta, vemos a história sobre os olhos de Milly (Miko Parker) e Joe (Finley Hobbins), filhos do veterano de guerra Holt (Colin Farrell). Desde que o pai retorna para o circo, depois de passar alguns anos servindo ao exército e amputado de um braço, a vida das crianças parece que está prestar a voltar aos eixos, afinal a morte da mãe enquanto o pai estava lutando deixou um buraco na vida dos pequenos. Apesar do retorno de Holt, a vida da família não consegue voltar ao normal, pois o pai não consegue se reconectar com os filhos e fazer a função de sua esposa. A vida da família segue esse curso de estranheza até que a elefanta do circo, conhecida como Senhora Jumbo dá a luz um bebê diferente.

O filme trabalha bem a relação entre Dumbo e as crianças Farrier, que são a chave para descobrir as habilidades do elefante, além de serem fundamentais para a interação de Dumbo com os outros personagens e na jornada do elefante para reencontrar sua mãe. Os elementos do desenho original são constantemente utilizados, e o grande trunfo do filme é o seu CGI, principalmente utilizado no elefantinho, os olhos dele transmitem toda a emoção necessária.

O filme acerta em não encerrar a trama como o original, expandir esse universo é um recurso inteligente do roteiro de Ehren Kruger, ele mostra o contraponto entre o Circo dos Irmãos Medici e a Dreamland. Entretanto o elenco acaba não sabendo expressar as relações de forma contundente, principalmente Holt (Colin Farrell), e a artista Colette (Eva Green), todo a interação de ambos fica aquém. Em contrapartida, a interpretação caricata de Danny DeVito e Michael Keaton, cada qual na sua visão de mundo acabam trazendo um pouco mais de identificação e roubam a cena mesmo não sendo os protagonistas do longa.

Dirigido por Tim Burton, Dumbo traz um dos melhores trabalhos do diretor em anos e se prova um grande acerto da Disney, pois o filme trata de aceitação, com alguns elementos de estranheza, o qual o diretor já está acostumado. As escolhas entre o original e a adaptação são extremamente bem pensadas.

Por fim, Dumbo retrata de forma mágica a nostalgia e traz uma importante lição de aceitação das diferenças, o poder da amizade, que ainda é um sentimento puro e a relação entre humanos e animais, que se tratada com respeito pode ser uma das relações mais bonitas existentes.

Nota:

4,0

4,0

Dumbo retrata de forma mágica a nostalgia e traz uma importante lição de aceitação das diferenças e o poder da amizade.

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Juliana Macedo

Futura economista, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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