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Crítica | Capitã Marvel, é o começo de uma nova fase ao UCM

Chegou a vez do Universo da Marvel trazer o primeiro filme solo de uma heroína – Capitã Marvel, é a escolhida para representar inicialmente a vinda individual das super-heroínas no UCM (Universo Cinematográfico da Marvel), entrando também para ser a futura e provável líder dos Vingadores, além de ser a grande aliada e força para a batalha contra Thanos e toda a destruição que foi causada.

SEM SPOILERS

Mas antes de falarmos sobre o filme dela no UCM, vamos falar muito brevemente sobre a história dela nos quadrinhos, para entender um pouco melhor:

A personagem não foi escolhida por acaso pela Marvel, Capitã Marvel juntamente com a Feiticeira Escarlate é uma das super-heroínas mais poderosas dos quadrinhos. A heroína tem vastos poderes, além de uma energia cósmica própria inesgotável. Mas a Capitã Marvel, conhecida também por Carol Danvers tem uma representatividade e importância muito grande na Marvel. Além de ela conter um grande poder, a representatividade do poder feminino e a liderança são umas das suas principais características. Mas a história da heroína nos quadrinhos não é nada fácil, ela passou por abusos, problemas relacionados ao álcool, romances frustantes, perdas de memórias, mas nada mudou a determinação, força e a necessidade dela de fazer sempre o bem.

No filme, a história da heroína toma alguns rumos diferentes como a origem do seu poder, a representatividade de Mar-Vell, e traços do seu passado como os problemas de abuso e alcoolismo não são retratos na trama. Alivio por um lado o UCM ter escolhido esse caminho para retratar a história dela, tanto a oportunidade de um novo recomeço a personagem, além de trazer uma energia mais leve e divertida ao filme. Mas por um lado a Marvel teve o trabalho de coordenar e ligar os pontos da história dela nos HQs, com a versão cinematográfica sem deixar a sua existente origem que todos já conhecem em pontas soltas no filme.

A trama de Capitã Marvel é passada nos anos 90, quando a piloto Carol Danvers sofre um acidente aéreo após uma perseguição alienígena e em contato com uma explosão intensa de energia super radioativa, ela ganha poderes gigantescos. Mas logo é capturada e levada para o planeta Hala da raça alienígena Kree, tem seu passado apago, seus poderes controlados, se tornando uma soldada Kree treinada recebendo o codinome de Vers. Mas ao poucos, Vers (ou Capitã Marvel) vê cada vez mais fortes os flashes do seu passado, colocando-a em dúvida sobre sua vida atual. Ao mesmo tempo, uma guerra entre Kree e uma outra raça alienígena chamada Skrulls está instalada, e Vers junto com um grupo Kree recebem uma missão que na verdade era um emboscada Skrull. Vers então é capturada pelo Skrulls, mas após a luta dela com os alienígenas Capitã Marvel vai parar no planeta C-53, ou seja, a Terra.  A heroína agora tem sua missão de descobrir seu passado e restaurar seu lado humano e sua real identidade, além de enfrentar uma batalha de Kree e Skrulls.

O filme se passa depois dos acontecimentos de Capitão América: O Primeiro Vingador, ainda a iniciativa Vingadores não existia. A trama se passa num momento que tudo é novo, Nick Fury e o Agente Coulson são apenas parceiros de trabalho na SHIELD, a vinda de alienígenas era a Terra era novidade e o diretor da SHIELD é outro, interpretado pelo ator Ben Mendelsohn. Capitã Marvel é a inspiração para a iniciativa Vingadores, mas ainda não é uma Vingadora oficialmente.

A trama não começa num ritmo frenético, mas mesmo assim não te faz perder o interesse pela história, muito pelo contrário, o fato da trajetória dela ser algo desconhecido para nós, nos desperta a curiosidade. Mesmo assim sem muitas explicações longas sobre seu passado, o filme tem seu principal foco – desenvolver a personagem em seu máximo, mas sem atropelar os acontecimentos naturais da trama, e felizmente eles conseguem colocar pontualizar isso muito bem no enredo.

Brie Larson, interpretada a heroína, trazendo uma personalidade forte, determinada, sarcástica, e carismática. A personagem pode parecer fria e sem traços tão humanos em alguns momentos, mas por conta que a Carol Danvers perdeu sua real identidade e seu passado humano foi apagado, é de forma compreensiva a ausência algumas vezes dos seus sentimentos. Vemos que a atriz se dedicou muito e estudou para interpretar a heroína, levando a personagem de forma natural e muito confiante.

A interação dela com Samuel L. Jackson (Nick Fury), Lashana Lynch (Maria Rambeau), Jude Law (Yon-Rogg) e até mesmo o gelino Goose é incrível e super sintonizados. Outro grande destaque também fica para o ator Ben Mendelsohn, que faz Talos, o líder Skrull disfarçado como o diretor da SHIELD, o ator surpreende em seu papel.

Como em qualquer outro filme até mesmo na grande e impecável Marvel, a produção tem suas pequenas falhas, mas nada que impediu ou impeça futuramente o crescimento da personagem, muito pelo contrário, o desenvolvimento dela apenas tem chance de aumentar, principalmente agora na sua chegada em Vingadores: Ultimato, trazendo um maior amadurecimento a personagem.

Capitã Marvel traz nostalgia, empoderamento, carisma, cenas de enche os olhos como a Marvel sabe fazer de melhor, e claro novas teorias sobre o futuro e também passado do UCM. Traços estes, que o telespectador e fã deve ficar bem atentos.

Nota:

4.5

4.5

Como em qualquer outro filme até mesmo na grande e impecável Marvel, a produção tem suas pequenas falhas, mas nada que impediu ou impeça futuramente o crescimento da personagem, muito pelo contrário, o desenvolvimento dela apenas tem chance de aumentar, principalmente agora na sua chegada em Vingadores:Ultimato, trazendo um maior amadurecimento a personagem. 

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Karina Lima

Formada em Design Gráfico, viciada em filmes e séries, ama perdidamente a Marvel e eternamente Harry Potter. Mas também não vive sem livros e música. Ama chá, Londres e fã do Tom Holland e Robert Downey Jr. Não consegue viver sem a Arte no seu cotidiano, essa é ela.

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