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Crítica | O Ódio que Você Semeia e a brutal realidade do preconceito

Toda história tem algo para contar, umas são mais relevantes que outras, este é o caso do longa O Ódio que Você Semeia (The Hate U Give), lançado pela Fox Film nos cinemas de todo o país e que promete expor uma dura realidade americana. Confira nossa opinião:

Toda história tem algo para contar, umas são mais relevantes que outras, este é o caso do longa O Ódio que Você Semeia (The Hate U Give), lançado pela Fox Film nos cinemas de todo o país e que promete expor uma dura realidade americana. Confira nossa opinião:

O filme conta a história de Starr Carter (Amandla Stenberg), uma garota que se divide entre dois mundos – o bairro pobre Garden Heighs onde mora com a família e o colégio particular Williamson, uma escola rica, quase toda branca, onde estuda. Starr é uma garota comum, vai à festas, namora, curte os amigos e procura manter um equilíbrio entre suas duas versões. Até que um dia, vê seu amigo de infância Khalil ser morto por um policial branco durante uma blitz. Agora Starr é a única testemunha do crime, que ganha grande repercussão midiática. A jovem é a única pessoa que pode tentar fazer justiça para seu amigo. A questão é: ela irá se calar diante da pressão?

O filme é baseado na obra literária homônima da escritora Angie Thomas (assumindo inclusive a produção executiva), e constrói muito bem a sociedade atual, somos apresentados aos dois lados da moeda, enquanto de um temos a visão do bairro Garden Heighs, com uma população basicamente negra, vivendo a margem da sociedade, tendo que lidar com traficantes locais, gangues, drogas, dinheiro, armas e a busca pelo poder. De outro temos o colégio particular Williamson, que é frequentado por uma maioria rica e branca, que tem o privilégio de agir e se apropriar da cultura alheia sem que fossem julgados ou tachados.

O longa não alivia em nenhum momento a narrativa, que mostra de forma crua como cada um precisa lidar com o racismo e preconceito ainda enraizado na sociedade. Somos apresentados a Maverick (Russell Hornsby) – pai de Starr – ensinando seus filhos a como agirem em caso de uma abordagem policial, além de os educarem para que saibam na ponta da língua seus direitos. Nessa cena, vemos que ele desde cedo prepara suas crianças para o que vão enfrentar do lado de fora de casas, simplesmente por serem negros.

O filme é construído de forma impecável, com diálogos poderosos e personagens que mesmo com pouco tempo de tela possuem uma construção ímpar. Somos levados a entender o termo Thug Life (vida bandida), além de expor de diversas formas o que é ser a minoria. O longa apresenta uma carga emocional muito forte, que atinge o espectador como tiros, uma delas é a conversa de Starr e seu tio Carlos.

Por fim, O Ódio Que Você Semeia é um filme que precisa ser visto, mostrando as diferenças culturais, com um discurso capaz de fazer refletir e que não tem medo de colocar o dedo na ferida. Posso garantir que você não sairá do cinema sem se emocionar.

Nota:

4,5

4,5

O filme é escrito de forma impecável, com diálogos poderosos e personagens bem construídos, trazendo uma carga emocional poderosa.

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Juliana Macedo

Futura economista, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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