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Crítica | Robin Hood – A Origem traz versão superficial do ladrão lendário

Hoje chega aos cinemas uma nova versão do lendário Robin Hood, famoso ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres e nossa equipe te conta o que esperar do longa. Confira:

Nos últimos anos, Hollywood vem investindo em repaginar grandes clássicos, dando a eles novas versões ou até mesmo mudando de forma abrupta toda a história a que conhecemos. Sendo assim, hoje chega aos cinemas uma nova versão do lendário Robin Hood, famoso ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres e nossa equipe te conta o que esperar do longa. Confira:

SEM SPOILERS

O longa deixa claro que tem como objetivo contar uma história a tempos esquecida, a origem da lenda que conhecemos hoje, somos apresentados a Robin de Loxley (Taron Egerton), um lorde que se apaixona por Marian (Eve Hewson), o casal vive dias de muita felicidade até que tudo muda, quando quando o xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn) alista o jovem para as cruzadas no Oriente Médio, separando o casal. Na guerra tudo muda para Robin, soldado excepcional, domina a arte do arco e flecha, mas quando vê uma injustiça sendo cometida contra o inimigo, decide agir e acaba sendo dispensado de seu serviço no exército. Anos se passaram desde sua partida e ao retornar descobre que tudo que possuía foi confiscado pelo xerife. Desse ponto começa sua busca por vingança e justiça com a ajuda de John (Jamie Foxx).

Infelizmente Robin Hood – A Origem entrega um roteiro cheio de falhas com uma enorme divergência em relação as motivações de cada personagem, o que torna todo o clima de tensão, até mesmo a conexão com o público quase inexistente, as mudanças de humor e motivações se dão de forma abrupta, fazendo com que o longa se estenda de forma arrastada.

O tempo que não foi gasto desenvolvendo um roteiro, por outro lado foi usado desenvolvendo os momentos de ação, com uma cena inicial de tirar o fôlego, o filme não poupa o uso de câmeras lentas e takes de ação bem trabalhados, mas acaba perdendo todo o efeito desejado por conta dos excessos. A ideia central é modernizar a lenda já tão conhecida, e isso reflete também no figurino, que em algumas cenas parece deslocado diante de todo o cenário medieval.

Robin Hood – A Origem acaba prometendo mais do que cumpre, pecando pelos exageros, tenta mesclar ação, aventura, humor e modernidade de forma enfadonha e vazia. O longa acaba se levando apenas pelo entretenimento mas que faz com que ao sair da sala de cinema nem o elenco estrelado faça com que o telespectador se lembre dele por muito tempo.

Nota:

2,0

2,0

Robin Hood - A Origem acaba prometendo mais do que cumpre, pecando pelos exageros, tenta mesclar ação, aventura, humor e modernidade de forma enfadonha e vazia.

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Juliana Macedo

Futura engenheira, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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