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Crítica | Venom, a porta de entrada para um universo de vilões

A escolha pelo filme solo de um vilão conhecido pelo grande público foi uma jogada um tanto curiosa da Sony Pictures, assim que a ideia foi publicada, gerou uma onda de incertezas e desagradou uma boa parcela dos fãs, agora com o filme nos cinemas chegou a hora de dizer se foi um acerto ou não! Confira nossa crítica:

O filme nos apresenta Eddie Brock (Tom Hardy), um jornalista que tem a missão de entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), CEO da Fundação Vida. Procurando um furo jornalístico para o seu canal, Eddie acaba tentando descobrir sobre os experimentos em humanos que a Fundação anda realizando, mas essa tentativa de descobrir o que Drake faz, acaba custando o programa de Eddie e a relação com sua noiva Anne Weying (Michelle Williams).

Depois de alguns meses, sem emprego, sem a amada e já ficando sem alternativas, Eddie recebe uma nova pista sobre os experimentos da Fundação Vida por uma fonte confiável e decide procurar provas invadindo o local. A partir daí você já pode imaginar, ele é tomado pelo simbionte e aos poucos vai descobrindo do que a fusão dos dois é capaz de fazer.

 

Infelizmente o filme apresenta diversas falhas, grande parte se dá pelo roteiro raso, que nos presenteia com uma infinidade de incoerências, ainda mais quando o quesito são as motivações dos personagens. Outro aspecto a ser notado é o CGI, que em algumas cenas impressiona nos detalhes, mas em outras joga um banho de água fria em quem assiste, pois parece puro caos, chega a não dar pra saber o que está acontecendo durante a luta final, o que corta todo o clímax do filme.

Quando olhamos o todo, parece que o filme teve dificuldades para encontrar e se encaixar em algum gênero, em certos momentos tenta se lançar como terror, em outras como um romance barato, mas o principal é que ele tenta se lançar como um filme de super-herói, só que não o atinge devido a natureza do personagem. Devido à classificação etária do filme, não vemos as grandes cenas de mortes que eram de se esperar vindas de um alienígena canibal. Não há sangue em nenhum momento, isso perde todo o impacto ou medo, até mesmo preocupação com esse anti-herói.

 

Contudo, devemos destacar um ponto positivo em meio ao caos, Tom Hardy, talvez o fato de ser um sonho interpretar esse papel tenha dado motivação suficiente para que Venom tenha sido um entretenimento agradável, ele convence no papel e tenta vender um filme com o máximo de empenho possível, fazendo com que a relação de Eddie e o simbionte seja o ápice do filme.

Por fim, Venom não empolga como gostaríamos, mas vale ressaltar que a cena pós-créditos dá uma ponta de esperanças para uma continuação que faça jus ao personagem.

Nota:

Regular

2.0

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Juliana Macedo

Futura engenheira, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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