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Crítica | Buscando… um thriller inovador

O cinema – fonte de propagação de cultura – sempre procura inovar, o que muitas vezes acompanha as transformações tecnológicas de seu tempo, procurando novos meios para entreter e atingir seu público. Com isso o novo filme da Sony Pictures traz um novo formato para as telonas que pretende criar uma identificação imediata com o público. Confira a nossa crítica de Buscando…

Em Buscando… acompanhamos a história da família Kim, vemos o passar dos anos dela por meio das telas do computador da família, com fotos e vídeos caseiros, até que eles sofrem uma perda trágica. Agora, acompanhamos tudo na perspectiva de David Kim (John Cho), tendo que lidar com as responsabilidades de ser um pai solteiro, sem conseguir conversar direito sobre a perda da esposa com sua filha adolescente Margot Kim (Michelle La), as interações entre eles se dá por meio de mensagens de celular e quando estão vendo The Voice na TV.

 

Quando Margot desaparece, a distância entre pai e filha fica mais evidente. David começa a procurar a filha nos últimos locais onde esteve e quando não consegue nenhum retorno entra em contato com a polícia. David se vê em uma encruzilhada e começa a entrar fundo na vida pessoal da garota em busca de respostas, com a ajuda da condecorada detetive Rosemary Vick (Debra Messing), o pai começa a vasculhar a vida pessoal e virtual da filha.

 

O longa tem grande êxito ao se passar inteiramente num formato digital fazendo o telespectador fique preso em sua trama. Tudo que assistimos se dá por meio de telas de computador, notícias na TV, mensagens de celular, tudo, exatamente tudo passa por uma tela, e vamos seguindo do ponto de vista de David por meio dessas telas que ele vai abrindo para desvendar o desaparecimento da filha. Todo o formato acaba por elevar o filme a outro patamar, trazendo uma imersão real à história da família Kim.

O diretor Aneesh Chaganty acerta ao direcionar o foco do público por meio dessas telas virtuais, gerando uma cadeia enorme de reviravoltas, transformando cada nova descoberta sobre Margot em um emaranhado de novas perguntas, outro ponto positivo é que ele consegue fazer com que o espectador vá descobrindo novos detalhes juntamente com David e apresenta as pistas de forma casual, cada detalhe conta.

 

O filme desliza ao entregar respostas fáceis, contudo não deixa de criar uma experiência emersiva genuína, mostrando mais uma vez que a sétima arte tem o poder de se adequar e retratar o presente por meio de novas formas narrativas. Buscando… fará com que o telespectador fique preso na poltrona durante todas as reviravoltas que o filme dá, transformando-os de meros espectadores para parte integrante do longa, afinal, o que você não faria para encontrar sua filha?
Nota:
Ótimo
 

Nota:

Ótimo

4.5

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Karina Lima

Formada em Design Gráfico, viciada em filmes e séries, ama perdidamente a Marvel e eternamente Harry Potter. Mas também não vive sem livros e música. Ama chá, Londres e fã do Tom Holland e Robert Downey Jr. Não consegue viver sem a Arte no seu cotidiano, essa é ela.

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