Crítica | Mentes Sombrias – Um roteiro ineficaz prejudica um elenco promissor

Nova proposta da 21st Century Fox não se torna aprazível para o início de uma suposta trilogia nos cinemas.
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Com um grande número de adaptações literárias, o primeiro livro da trilogia de Alexandra Bracken ganha vida nas telas. O filme Mentes Sombrias (The Darkest Minds, em inglês), que leva o título da primeira obra, permite o surgimento de séries como Divergente e Maze Runner – Correr ou Morrer, as quais já indicavam um possível desgaste do gênero.

Habituado em uma América pós-apocalíptica, 98% das crianças foram erradicadas devido a uma terrível doença e os 2% que restaram desenvolveram poderes sobre-humanos. Estas crianças remanescentes são colocadas em campos de internação do governo para a segurança da população e delas mesmas.

Nesse cenário, entra Ruby (Amandla Stenberg, de Jogos Vorazes) que escapa das mãos do governo com a ajuda de uma médica (Mandy Moore), integrante da misteriosa Liga, organização que reúne jovens fugitivos, mas acaba encontrando um porto seguro apenas quando se junta aos desertores Zu (Miya Cech), Charles (Skylan Brooks) e Liam (Harris Dickinson).




O roteiro adaptado por Chad Hodge (Wayward Pines) é visivelmente carente em seu desenvolvimento. Apresentado por situações clichês, sem surpresas, transformando a repetição em estilo, e durante o segundo ato, já podemos usar a intuição e imaginar tudo o que irá acontecer até o final da trama.

A escolha do elenco se encaixa de maneira ideal, porém, é pouco explorado por conta de seu roteiro completamente limitado, impedindo os atores de evoluírem durante o processo. Mesmo não sendo a intenção do filme, essa categorização demonstra a falta de cuidado na elaboração, reforçando involuntariamente um estereótipo.




O vilão da trama é um indivíduo genérico, onde não há motivações o suficiente que justifique os seus atos. A ausência de atenção reflete na mensagem do filme, que acontece sem apelo e relevância. Há uma série de discursos progressistas e críticas sociais, mas que discorrem sobre uma estrutura tão frágil que jamais atingem seu potencial.

Em relação a trilha sonora, os recursos não foram bem utilizados. As canções são aplicadas de acordo com o que a protagonista está sentindo ou passando em uma determinada situação, tornando-se a cenas saturadas e não realizando as suas respectivas competências.



As cenas de ação também não conseguem apresentar uma boa execução, fazendo com que o telespectador fique desinteressado sobre a eficiência de cada personagem. Assim como a direção, não consegue criar cenas com um vigor que as sustente, e nem há uma tentativa de inovação com a câmera tendo o intuito de criar uma nova atmosfera.


Mentes Sombrias é um filme que falha em inovações. Nos apresentou uma possível capacidade em seu prelúdio, mas no percurso do caminho caiu na fórmula já conhecida das adaptações literárias anteriores já vistas no cinema. Resta saber se seus números de bilheteria e a recepção do público irão trazer a resposta para a possibilidade de uma sequência.

                                                                            Nota:
     


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