Crítica | Sicario: Dia do Soldado traz uma fronteira em guerra entre o terrorismo e a corrupção

Roteirizado novamente por Taylor Sheridan, mas dessa vez no comando da direção, Stefano Sollima (de "Suburra"), traz um constante clima de tensão, sangue nos olhos numa violência que se imerge a uma guerra total.
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Após quase 3 anos do primeiro filme da franquia (Sicario: Terra de Ninguém - 2015), Sicario: Dia do Soldado traz novamente o oficial da CIA Matt Graver (Josh Brolin) e o seu sicário de confiança Alejandro Gillick (Benicio Del Toro) para enfrentar uma nova missão, e uma das mais difíceis. Roteirizado novamente por Taylor Sheridan, mas dessa vez no comando da direção, Stefano Sollima (de "Suburra"), traz um constante clima de tensão, sangue nos olhos numa violência que se imerge a uma guerra total. 

Depois de vários atentados de homens bombas entre a fronteira do México com o Estados Unidos, o governo americano decidi colocar os cartéis mexicanos na lista de organizações terroristas. Para descobrir os mandantes desses ataques, Matt Graver é recrutado pelo governo, juntamente com o seu amigo Alejandro, afim de iniciar uma guerra entre os cartéis em busca de justiça. 
Imagem: Sony Pictures.
Imagem: Sony Pictures.
Esta sequência mostra um lado tanto diferente do anterior Sicario: Terra de Ninguém. A trama ao mesmo tempo que reserva as mesmas sequências tensas, com aquele presságio de que algum coisa ruim pode acontecer, e de uma violência que desta vez chega até ser incomoda, traz algo mais pessoal e sentimental aos personagens. Vemos mais da amizade presente entre Matt e Alejandro, que ao longa da narrativa pela primeira vez é posta à prova por conta de uma corrupção que emerge. 

O que faz Sicario: Dia do Soldado não tem um grande atingimento como seu anterior, é a forma como o enredo vai ser direcionando e desenrolando a cada ato. Ele se perde, se tornando confuso algumas vezes diante dos acontecimentos, não conseguindo ter uma trama mais amarrada. Mesmo assim, com a presença e a estrutura dos personagens anteriores, logo no início vem à tona o mesmo carisma que tivemos desde do primeiro, nos fazendo prender a história. 
Imagem: Sony Pictures.
Benicio Del Toro como Alejandro se mantém o mesmo personagem de presença forte e marcante, principalmente nas cenas onde não tem muitas falas dele, apenas o olhar penetrante e ameaçador são as melhores cenas. Josh Brolin como Matt continua o cara durão, desleixado no seu perfil, mas audacioso na execução dos seus planos. Ele também não traz somente o carisma pra si, mas para a história como um todo, mesmo diante dos atos que exige dele uma presença violenta. 
Imagem: Sony Pictures.

Isabela Moner
que interpreta a filha do maior barão de drogas do México, Isabel Reyes, e que é sequestrada pela organização da missão, faz uma atuação surpreende e forte, sincroniza perfeitamente com os atores protagonistas. 

Referente a produção, o filme mantém o ótimo trabalho fotográfico das filmagens, com ângulos abertos, ressaltando bastante as cenas de silhueta e sombra do pôr do sol, explorando do segundo a terceiro ato do filme em espaços vazios de clima árida.
Imagem: Sony Pictures.

Imagem: Sony Pictures.
Sicario: Dia do Soldado mesmo com suas falhas no enredo, ele nos faz envolver inteiramente neste thriller, e agora ainda mais pelos seus protagonistas neste mundo sem lei de Sicario. 

Nota:
(Ótimo)


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