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Review | 2ª temporada de Westworld e a busca pela liberdade

Você já questionou a natureza da sua realidade? Com essa pergunta fundamental que Westworld, levou grande parte da sua primeira temporada, com o sucesso estrondoso a série da HBO retornou para seu segundo ano com a responsabilidade de expandir seu universo e manter a alta qualidade apresentada. Mas será que ela conseguiu?

Utilizando do mesmo artificio, temos o início da segunda temporada com uma linha do tempo embaralhada; passado e presente coexistindo, transformando tudo num jogo de percepção aguçado para quem assiste. Cada detalhe conta, cada palavra da série é muito bem pensada e colocada, e, é em meio ao caos instaurado logo no final da primeira temporada que seguimos três jornadas diferentes em busca do mesmo lugar, o Além Do Vale.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A jornada da Maeve (Thandie Newton) é a mesma da temporada anterior – ela segue em busca de sua filha ao mesmo tempo que continua sua jornada de autodescoberta – agora totalmente desperta, toma suas próprias decisões, mesmo que a levem para um fim indesejado, mesmo assim, são suas próprias escolhas. A personagem continua forte e seu protagonismo faz com que seu caminho até simples se torne um dos mais interessantes.

Já a jornada de Dolores (Evan Rachel Wood) é exatamente o oposto da  Maeve, ela quer por um fim em toda a tirania humana, acabar de vez com o parque, mas Dolores, antes ingênua e boazinha, agora assume um novo perfil nesta jornada, já não se importa em brincar com a vida dos outros anfitriões se isso signifique alcançar seu objetivo. Agora mais fria e calculista, vai deixando um enorme rastro de sangue por onde passa. Os criadores da série mesclam bem as nuances da personagem, que apesar das mudanças ainda é uma das melhores da série.

Por último, mas talvez o mais importante, Bernard (Jeffrey Wright), que ainda se vê em um enorme dilema: por quem ele deve lutar? O que ele deve fazer? E, é através dele que a série vai entregando um grande quebra-cabeça ao telespectador, cada peça é entregue no momento certo, vamos descobrindo o verdadeiro motivo para o parque e os interesses da Delos, ao mesmo tempo que obtemos respostas, somos confrontados com mais perguntas e assim, Westworld tenta se reinventar a cada novo episódio.

Por fim, a temporada se estabeleceu de forma contundente, mostrando um verdadeiro jogo de gato e rato, onde só os mais inteligentes sobrevivem, ao mesmo tempo que a série brinca com as várias facetas do ser humano e cria empatia pelos hosts, somos levados a questionar a nossa própria existência, afinal o que realmente somos?

Nota:

Ótimo

4.0

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Juliana Macedo

Futura engenheira, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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