Tubarão | O clássico revolucionário de Steven Spielberg completa 43 anos

Quando Steven Spielberg lançou Tubarão, no verão americano de 1975, mal sabia ele que estava lançando também uma tendência que dura até os dias de hoje no cinema norte-americano: o blockbuster.
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Em 1975, Hollywood sofreu um ataque feroz que abalou as estruturas da indústria cinematográfica, depois de um item inovador nos sets de filmagens, a fórmula para fazer cinema nunca mais seria a mesma. Tratava-se do arrasador “Tubarão”, de Steven Spielberg, primeiro filme a ultrapassar a marca de US$ 100 milhões de dólares em bilheteria só em solo americano e que deu início a era dos blockbusters. Geralmente com obras pouco exigentes, sem necessariamente observar padrões técnicos. Para o bem ou para o mal, o longa revolucionou definitivamente a forma de se ‘vender’ um filme.

O longa-metragem começa quando uma jovem é morta por um tubarão enquanto nadava perto da cidade turística de Amity Island, na Nova Inglaterra. O chefe de polícia, Martin Brody (Roy Scheider) quer fechar as praias, mas o prefeito Larry Vaughn (Murray Hamilton) não permite, com medo de que o faturamento com os turistas deixe a cidade sem recursos. O cientista Matt Hooper (Richard Dreyfuss) e o pescador Quint (Robert Shaw) se oferecem para ajudar Brody a capturar e matar a fera, e assim o trio se envolve em uma batalha épica entre homem e natureza.

Pensado originalmente como filme de terror, “Tubarão” é um daqueles ‘happy accident’. Por conta dos recorrentes defeitos no animatrônico, o grande vilão/protagonista do filme simplesmente não funcionava dentro da água. A sugestão encontrada por Spielberg não poderia ter sido mais acertada: sugerir o animal, ao invés de mostrá-lo. Ao fazer isso, a trama se afasta do terror propriamente dito, e invade o gênero do suspense. Mas Spielberg faz isso de forma tão impecável, que o longa quase o iguala ao mestre insuperável desse gênero, Alfred Hitchcock (o qual, inclusive, Spielberg homenageia abertamente, ao usar o mesmo truque de câmera como na obra “Um Corpo Que Cai” em uma cena na praia). Durante a maior parte do tempo não vemos o Tubarão, mas sua presença é constantemente sentida pelos recursos cinematográficos.


  O cartaz do filme é um dos mais icônicos já feitos. 

O resultado é uma experiência imersiva de tensão crescente, no qual o susto pode vir em qualquer momento, em qualquer direção. Apresentar a chacina, aqui, não é o objetivo, mas sim, deixar o espectador sempre em constante estado de alerta.  

Todos os personagens apresentam motivações individuais para estarem ali e isso é muito marcante no roteiro de Peter Benchley e Carl Gottlieb. Outro grande chamariz presente é a trilha sonora de John Williams, uma das mais marcantes da história, construindo tensão e estabelecendo o ritmo do filme.

Steven Spielberg criou um clássico e impactou muitas gerações, o suspense constante e interminável, a trilha sonora, a ambientação, tudo se encaixa perfeitamente em sincronia com uma direção incrível, é uma prova viva de que não é preciso exagerar nos efeitos visuais para realizar um bom filme com tal tema. Steven até hoje é conhecido por suas obras altamente criativas e "Tubarão" com certeza é uma delas representando um marco na história do cinema.

                                                                           Nota:
                                                                 

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