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Review | 13 Reasons Why, segunda temporada se perde no caminho

Série Original Netflix, se perde na quantidade de histórias individuais que não seguem nenhum enredo principal, abrindo um leque para vários caminhos que nos levam a lugar nenhum.

Depois de uma primeira temporada eletrizante, que deixou várias perguntas sem respostas, a Netflix liberou, no último dia 18, a segunda temporada de 13 Reasons Why. Para os fãs da série, isso significava – finalmente – ver os desdobramentos do julgamento referente ao suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford) e principalmente, descobrir as consequências que as fitas causaram na vida de personagens importantes da trama, como Jessica Davis (Alisha Boe), Alex Standall (Miles Heizer), Bryce Walker (Justin Prentice) e Justin Foley (Brandon Flynn), que foram vítimas – ou algozes – de crimes pesados na temporada passada. Apesar da segunda etapa oferecer essas respostas, ela abre também, caminhos que nos levam a várias histórias paralelas, que no fim, não chegam a lugar nenhum, nos fazendo questionar se essa continuação foi, realmente, necessária.

O foco muda de fitas cassetes para fotos polaroides que continuam falando de temas como sexismo, bullying, violência psicológica e abuso sexual. Apesar disso, um dos maiores erros dessa temporada foi ter insistido no modelo de 13 episódios beeeeem lentos, nos quais vemos o julgamento da Liberty High School sob os respectivos pontos de vista de cada personagem. O roteiro, no entanto, peca ao oferecer espaço para muita gente crescer individualmente, deixando o espectador confuso e sem saber qual é o verdadeiro foco da temporada, os personagens também acabam se perdendo em detalhes desnecessários,  sendo impossível, às vezes, não ceder ao impulso de apertar o “pause”. Já o último episódio da temporada, um dos mais criticados, mostra uma cena explícita – e repugnante – de violência física e sexual contra um dos personagens mais fracos e solitários do elenco, o que nos faz questionar se a série teria perdido a mão para falar de temas tão delicados. Afinal, para muitos jovens que já sofreram com o abuso, a cena nada mais é que um gatilho para traumas passados.

Apesar dos aspectos negativos, a série continua falando de temas que precisam ser debatidos dentro e fora das salas de aulas. O destaque e protagonismo da temporada fica (quase todo) para Alisha Boe, intérprete de Jessica Davis, que após ter sido vítima de um abuso sexual na temporada passada, consegue aproveitar muito bem seus roteiro dramático em atuações  que ficam, quase sempre, acima da média. Envolvendo, sem esforço, o espectador na história da sua personagem.

Nota:


(Bom)



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Camila Pulsiol

Me chamo Camila Pusiol, 23 anos, aspirante a jornalista, apaixonada por séries, sagas e cultura nerd em geral. Continua, ansiosamente, esperando sua carta de Hogwarts.

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