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Crítica | Um Lugar Silencioso traz o lado ensurdecedor do silêncio

Tensão do início ao fim, Um Lugar Silencioso (A Quite Place) vêm para tirar o telespectador de sua zona de conforto.

Quando o mundo é assolado por um mal desconhecido, o único meio de sobreviver é vivendo no silêncio absoluto, qualquer barulho pode ser mortal. Em meio a essa situação uma família leva a vida de forma silenciosa, o casal vivido por Emily Blunt e John Krasinski criam diversos meios para que junto com os filhos, a família sobreviva dia após dia em meio a um mundo desolado com o perigo rondando suas vidas. A questão é: como se manter em silêncio quando se tem crianças em casa e a esposa grávida?

 

Para sobreviver, é necessário seguir três regras básicas – não faça barulho, nunca saia do caminho e a última mas não menos importante, vermelho significa: Corra! – descobrimos de forma avassaladora que não se pode descumprir nenhuma destas regras, e, é nelas que o filme mergulha e nos provoca a todo instante.

Emily Blunt e John Krasinski, casal no filme e na vida real, dão um show de atuação, mergulhando de cabeça na representação de seus personagens, na difícil missão de proteger seus filhos das criaturas que os rodeiam. Emily consegue externalizar de forma sublime, sem pronunciar uma palavra, toda a angústia, preocupação e dores de uma mãe tendo que lidar com um mundo novo a que seus filhos estão sendo submetidos. Já John é o contraponto perfeito, apresentando um pai que internaliza tudo o que está sentindo para não sobrecarregar e fazer com que sua família sofra ainda mais, ao mesmo tempo que é engenhoso, luta e protege os seus com as ferramentas que tiver a mão.

 

Com um roteiro bem amarrado, Um Lugar Silencioso faz jus ao próprio nome e leva o telespectador a uma imersão silenciosa rodeada do mais puro suspense, carregando o ambiente com diversas nuances de horror, tensão e adrenalina. Acerta ao estabelecer a empatia com o público nos primeiros minutos do filme para logo em seguida jogá-lo na mais completa angústia e sofrimento. Transforma a experiência nos cinemas a mais bela e, que só é aproveitada ao máximo com um som potente e uma sala em completo silêncio, revelando que o silêncio muitas vezes pode ser ensurdecedor.

Muito mais que um simples terror, o longa explora e brinca com o lado emocional da história e nos ensina que até o silêncio pode imprimir um som enlouquecedor.

 

Nota:

Excelente

5.0

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Juliana Macedo

Futura engenheira, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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