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Crítica | Jogador Nº 1 é uma obra-prima visual de Spielberg

Chega aos cinemas uma aventura épica e fantástica capaz de encher os olhos em mais uma obra de arte liderada por Steven Spielberg. Confira nossa crítica:

A história baseada no livro homônimo de Ernest Cline, que também assina o roteiro do filme, se passa em 2045, onde a população vive mais tempo no mundo virtual do que vivendo suas vidas do lado de fora, tudo por conta do mundo de possibilidades infinitas criada por Halliday – criador do OASIS, um sistema de realidade virtual. 

Quando Halliday morre e não deixa herdeiros para sua extensa fortuna, acaba deixando um easter egg dentro de seu próprio mundo, o primeiro que cumprir todos os desafios dentro do OASIS será dono de toda a sua fortuna, além do domínio total do próprio OASIS. A jornada pela fortuna de Halliday se inicia, além dos jogadores espalhados pelo mundo, entra na disputa a IOI – uma empresa que visa deter o controle total do mercado virtual.

Steven Spielberg, diretor do longa traz à tona toda a nostalgia nessa aventura fantástica de forma fluída, concilia o mundo real com o virtual, trazendo para o filme uma gama de possibilidades a serem exploradas, e, nesse ponto que o diretor já consagrado pela extensa lista de filmes de qualidade produzidos se aventura na mais pura arte visual, carregando o filme com elementos dos anos 80 e 90,  como De Volta para O Futuro, O Gigante de Ferro, Kong e Jurassic Park,  além de referências modernas, levando o público a se conectar de forma pessoal ao filme.

O elenco jovem é um dos pontos fortes da produção, e são aproveitados ao máximo no longo, que intercala com o real e o virtual, fazendo o uso de avatares, demonstram bem como é fácil se deixar levar em um mundo virtual, onde cada um pode ser/ fazer o que quiser, ao mesmo tempo que mostram como nasceram para aquele ambiente e estão dispostos a fazer o necessário para que seu mundo não caía em mãos erradas.

O longa trabalha de forma sublime como somos suscetíveis a usar válvulas de escape para fugir da nossa própria realidade, o fato de que muitas vezes desejamos ser outra pessoa, também nos faz enxergar como é fácil perder o controle do tempo quando estamos imersos em nossos mundos digitais. Ao mesmo tempo que somos confrontados com a realidade, o filme mostra otimismo em relação ao uso da tecnologia e abre espaço para enxergarmos o mundo extenso que podemos explorar do lado de fora da tela.

Por fim, Jogador Nº 1 é carregado de lições poderosas, e, consegue casar um enredo bem amarrado com um espetáculo visual feito para ser apreciado com a mais alta tecnologia possível, capaz de nos tirar da cadeira do cinema e teletransportar para um mundo mágico que fará com que voltemos a ser crianças lutando para que seu mundo imaginário permaneça intacto transformando o filme em um marco da cultura pop.

Nota:


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Juliana Macedo

Futura engenheira, nerd assumida, apaixonada por filmes, séries, livros e um bom café de companhia. Criadora do Insta @pensoufilmes, sonhadora, não tem medo de novos desafios e sonha em deixar sua marca ao mundo.

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