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Crítica | Operação Red Sparrow, traz uma trama interessante, mas falta ação


Operação Red Sparrow traz Jennifer Lawrence num papel totalmente diferente do acostumado em sua carreira, mostrando que a atriz tem capacidade de interpretar qualquer personagem que ela quiser, que sairá muito bem.

Lawrence interpreta a bailarina russa Dominika, que tem sua carreira interrompida por um acidente (?), que a seguir enfrenta um dilema obrigando-a a se virar para sustentar sua mãe doente. Aproveitando do seu momento de dificuldade, seu Tio Ivan (Matthias Schoenaerts) oferece uma ajuda em troca de ela se tornar uma Red Sparrow, uma espiã para o Serviço de Inteligência da Rússia. Após passar por um árduo e prematuro processo de aprendizado, ela se vê cada vez mais limitada em sua própria vida, ainda mais quando ela conhece o agente americano Nate Nash (Josh Edgerton) que ao se aproximar dele para espioná-lo, acabam se apaixonando e vê tudo do que ela mais ama em imenso perigo.


Liberdade ou Poder? São duas coisas que Dominika tem como escolha em Red Sparrow. Uma jovem aparentemente com uma carreira brilhante, mas que ao mesmo tempo era cercada de assédio e homens ambiciosos apenas interessados em sua beleza e por sua aparente vulnerabilidade, algo atraente aos homens, mas que na verdade era a grande força de Dominika. 
Aliás o assunto assédio é quase o foco central retrato no filme, jovens são recrutados e obrigados a usar como arma corporal: a sensualidade, para assim se infiltrarem e matarem os inimigos impostos a eles nas missões. Mas o filme é focado em apenas uma personagem – Dominika, que durante sua trajetória de sofrimento, pressão e raiva pela traição e perda de sua liberdade, usa o único poder ainda que resta em suas mãos – o de ser uma Red Sparrow, para finalmente conseguir sua liberdade. 
Jennifer Lawrence não é uma espiã russa como Viúva Negra ou até mesmo Atômica, que traz cenas de ação e luta incríveis das mulheres, mas a sua principal arma com certeza é a raiva e o sangue nos olhos. E isso JLaw consegue interpretar muito bem, as camadas que a personagem tem que passar, a raiva e a revoltada gerada no começo da trama, se transforma ao longo do segundo e terceiro ato em diante, em força e inteligência para se livrar de tudo e de todos no seu caminho.


Joel Edgerton como o agente americano Nate traz uma atuação boa, mas infelizmente não tem grandes impactos na trama. Apenas a ótima combinação e interpretação dos dois juntos na trama deve ser ressaltada. 
Mas a grande e ao mesmo tempo leve surpresa e peso ao longa, mesmo que em poucos momentos, é a presença dos atores Jeremy Irons que sem fazer grandes cenas, ele consegue brilhar, e a atriz Charlotte Rampling que faz a treinadora dos Red Sparrows, que parece ter sido feita para o papel.

Vale lembrar que esta produção é dirigida pelo mesmo diretor dos três últimos filmes da Franquia Jogos Vorazes, Francis Lawrence, que Jennifer também é a protagonista. E o diretor mostra nesta produção que domina como ninguém muito bem a fotografia e a direção de arte, dando enquadramentos e cenas belas, valorizando principalmente os tons avermelhados em momentos frios e obscuras na trama.

Embora não tenha cenas cheias de ação como estamos habituados a ver em filmes de espionagem, o longa traz uma ação através da tensão psicológica presente na trama, que nos faz prender de início ao fim.
O filme estreia dia 3 de Março nos cinemas.

CURIOSIDADES: 


Inspiração

– Baseado no livro homônimo de Jason Matthews.

Não mexe comigo!
– Jennifer Lawrence entrou em uma briga de bar em Budapeste, enquanto gravava o filme.

J-Law bailarina?
– A bailarina Isabella Boylston foi a dublê de Jennifer Lawrence nas cenas de dança.

Preparação
– Jennifer Lawrence fez aulas de ballet por três horas por dia e praticou sotaque russo por quatro meses para interpretar seu papel.

Nota:

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Karina Lima

Formada em Design Gráfico, viciada em filmes e séries, ama perdidamente a Marvel e eternamente Harry Potter. Mas também não vive sem livros e música. Ama chá, Londres e fã do Tom Holland e Robert Downey Jr. Não consegue viver sem a Arte no seu cotidiano, essa é ela.

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