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Crítica | Me Chame pelo Seu Nome, traz um romance de profunda delicadeza e sensualidade

O romance francês mais comentado do ano e também indicado em diversas premiações como Globo de Ouro, BAFTA, Critics’ Choice Awards e agora OscarMe Chame pelo Seu Nome traz uma romântica e profunda história sobre um relacionamento homossexual. A harmonia entre a sutileza, com a ousadia presente nos pequenos momentos da trama, espelha uma sensibilidade e delicada história juntamente com o cenário veranico.

Adaptação do livro Me Chame Pelo Seu Nome, de André Aciman, a história se passa durante o verão preguiçoso de 1983 na tradicional casa italiana da família de Ellio (Timothéé Chalamet), um garoto sensível e filho único da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, está na fase da busca do seu primeiro amor e da descoberta sexual. Mas isso tudo muda e se torna ainda mais delicado quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar na pesquisa de seu pai, chega.
Dirigido pelo Luca Guadagnino, que também dirigiu um romance que foi indicado ao Oscar em 2011, Um Sonho de Amor, traz mais uma produção indicado à premiação. A trama de Me Chame pelo Seu Nome me trouxe uma leve semelhança ao romântico e um dos meus favoritos Orgulho e Preconceito (2005), a forma como a história é contada, a trilha-sonora e cenário, se remete à algo parecido. Principalmente quando a inspiração pelo gosto da Arte, está presente nos protagonistas move a trama. E ela que também faz a proximidade de Ellio e Oliver se tornar ainda mais intensa. Ambos apaixonados por arte, a combinação, a sintonia e entrosamento dos atores com os personagens é fantástica. Além da dedicação principalmente por parte do jovem ator Timothéé com uma interpretação nada fácil de fazer, se entregou por inteiro no filme.
A história é contada como se fosse um poema, leve, um pouco prolongado e com alguns momentos mais arrastados, mas ela realmente retrata bem a trama de uma forma profunda, pura e realista, mesmo nos momentos de apenas silêncio, principalmente nas cenas do Ellio, um personagem que retrai bastante seus pensamentos e sentimentos por Oliver no começo da trama. E mesmo assim você vê através do olhar e gestos o que o protagonista está passando.
Sobre cenas mais quentes presentes na trama, tem momentos que elas são bem intensas, mas quase não contém nudez, todas elas são mais focadas na sensualidade. Aliás é um elemento bem explorada na fita, a sensualidade. A história poderia se resumir apenas nesta palavra, mas ela não é, ela vai mais além disso, os sentimentos e pensamentos profundos, as lições nas quais os pais de Ellio traz um lindo exemplo de compreensão e carinho à ele e diante daquele fase de descoberta do filho.
Me Chame pelo Seu Nome é um romance encantador, voltado aos admiradores(as) de histórias românticas.   
Nota: 

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Karina Lima

Formada em Design Gráfico, viciada em filmes e séries, ama perdidamente a Marvel e eternamente Harry Potter. Mas também não vive sem livros e música. Ama chá, Londres e fã do Tom Holland e Robert Downey Jr. Não consegue viver sem a Arte no seu cotidiano, essa é ela.

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