Curiosidade | A Influência dos quadrinhos para os EUA durante Segunda Guerra Mundial

O quadrinho foi um dos maiores meios de entretenimento para incentivar a população Norte-Americana, servindo-lhes de propaganda motivacional para combater a Segunda Guerra Mundial.
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O quadrinho foi um dos meios de entretenimento mais importantes durante o período da Segunda Guerra Mundial, principalmente nos Estados Unidos, onde tivemos grandes influencias de alguns super-heróis sobre a população Norte-Americana, em especial para os três mais importantes da época; Superman; Capitão América e Mulher-Maravilha. Veremos como estes três personagens tornaram-se essenciais para o sucesso americano na maior guerra que o mundo já viu.
Verdade, Justiça e o Jeito Americano: O incentivo que a América precisava.

Sem dúvidas, o ápice dos quadrinhos e principalmente do Superman foi com chegada da Segunda Guerra Mundial, o herói americano era usado como uma propaganda em seus quadrinhos, publicados pela Dectetive Comics (DC), para motivar soldados a irem à luta sempre defendendo seu país. O movimento de saudação militar na capa do quadrinho edição 476, além da enorme bandeira dos EUA atrás do herói, reforça o patriotismo inserido no personagem e mostra que o Superman também é um soldado americano, o soldado perfeito em que os demais deveriam se espelhar, com determinação e força para derrotar o inimigo, seguindo assim, o exemplo do indestrutível herói, uma clara resposta as propagandas nazistas usadas por Hitler.

Um fator que contribuiu bastante para esse ápice foi o público adolescente e infantil, a indústria de entretenimento chegara ao seu auge com milhões e milhões de quadrinhos vendidos, um marco histórico que hoje é lembrado como “a era de ouro dos quadrinhos’’, que aconteceu a partir 1938 até 1950. O foco do público adolescente e infantil também era uma porta de entrada para formar novos soldados, estimulando-os desde pequenos a seguirem o caminho do exército para proteger a américa de seus "vilões".

Guerra declarada: encarando Hitler cara a cara.

Com a chegada da Marvel Comics na indústria de entretenimento para ser a concorrente direta da Dectetive Comics até os dias de hoje, o mundo dos quadrinhos deu uma reviravolta, a Marvel quis ser mais ousada, seguiram não apenas os passos da concorrente em estimular os cidadãos americanos a lutarem, como também encararam os vilões de frente colocando seus heróis no meio do fogo cruzado. Se o Superman até então era o herói mais patriótico de todos, com a chegada do Capitão América, criado por Joe Simon e Jack Kirby, houve uma disputa acirrada para decidir qual dos dois era o mais americano, talvez a vantagem estivesse ao lado de Capitão América, pois apesar do Superman ter crescido no lugar mais americano possível, o Texas, ele ainda era um imigrante de outro planeta, já o Capitão era terra, um soldado americano modelo, belo, forte e destemido, não tanto quanto o Superman, mas que se aproximava um pouco mais do realismo, humanizado por assim dizer, isso fazia com que os cidadãos e principalmente os soldados se identificassem ainda mais.

Capitão América foi o primeiro super-herói a socar a face de Hitler, que veio já na capa da primeira edição de sua revista em 1941, esse confronto direto com os nazistas nos quadrinhos foi influenciado quando Hitler declarou uma caçada incansável aos judeus, com isso, os quadrinistas que em sua maioria eram judeus como Bob Kane criador do Batman, Jerry Siegel e Joe Shuster criadores do Superman confrontaram diretamente a intolerância e os massacres de Hitler.

A presença do jovem Bucky (aliado e o melhor amigo do Capitão América) na capa do quadrinho, resulta em mais um incentivo americano para que os jovens se alistassem ao exercito e fossem “juntamente” com o seu herói lutar cara a cara com seus vilões.


Sim, nós podemos!

Criada por William Moulton Marson e H. G. Peter, Mulher-Maravilha (Diana) é um dos maiores símbolos feministas da cultura pop e é também a primeira super-heroína do mundo, sua origem sofreu várias mudanças ao longo dos anos, mas inicialmente, Diana foi concebida do barro criado por sua mãe. Atualmente, mantém uma super força adquirida pelos deuses do Olímpio, mas sua essência continua a mesma, com o objetivo de chegar ao “mundo dos homens’’ para propagar a paz. 

Na capa da edição 20 da revista Sasation Comics é perceptível notar que a Mulher-Maravilha dirige um carro militar composto por mulheres com roupas militares, guiadas por uma águia, referindo-se ao símbolo norte-americano, como se a América guiasse Diana e sua tropa. Trata-se de mais uma propaganda americana, que buscava encorajar as mulheres a irem à guerra, ajudando nos postos de batalha com os feridos ou assumindo cargos pesados nas fábricas enquanto os homens iam para os campos de batalha. A mulher também poderia ser retratada como uma combatente diante os inimigos Norte-Americanos, eliminando, portanto, a visão da fragilidade feminina.
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