News

Crítica | Kingsman: O Círculo Dourado está cheio de ação, mas não surpreende

Quando lembramos de filmes de espionagem, além do clássico e inesquecível 007- James Bond, a franquia Kingsman: O Serviço Secreto (2015), é marcado pela nova era de agentes divertidos, estilosos e habilidosos. Com o sucesso de seu anterior nas bilheterias, seria inevitável o diretor Matthew Vaughn e a Fox Film não topar uma sequência, ou até mesmo futuramente fazer  uma trilogia. 

Em Kingsman: O Círculo Dourado, os agentes Kingsman sofrem um atentado que praticamente elimina todos os agentes, restando apenas o Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). Em busca de vingança de quem acabou com todos os Kingsman, os dois partem para o Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem, em busca de juntar reforços e destruir a responsável pelo ataque - a vilã Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas do mundo, que planeja uma destruição mundial em massa.

Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong).
Sabemos que para realizar uma sequência, sempre a segunda produção carrega a expectativa de ser ainda melhor ou similar a sua anterior, e claro em Kingsman: O Círculo Dourado não seria diferente. Infelizmente a segunda produção não é ruim, mas também não empolga e nem marca tanto como seu primeiro. Mesmo com um roteiro cheio de ação, ele se torna longo demais e falha na construção da trama.

Mesmo tendo um elenco novo e de peso com os atores Channing Tatum, Jeff Bridges e Halle Barry eles não têm grande impacto e destaque, mas nos conquista pelo carisma e humor dos personagens. Aos personagens veteranos Colin, Taron e Mark, a relação deles sempre é a melhor coisa de toda a franquia, e não é diferente em O Círculo Dourado, o encontro dos personagens é sempre algo empolgante de rever e ainda mais quando então todos em ação. Vimos que a experiência deles como agentes, mostra o lado maduro dos personagens tanto do lado profissional como pessoal.

O chefe da Statesman: Champagne (Jeff Bridges).







Sobre a vilã principal Poppy interpretada pela Julianne Moore, ela tem até o mesmo nível de vilania do anterior, até a construção de seu personagem e suas estratégias de confronto com os agentes é parecido com o vilão de Samuel L. Jackson. Mesmo sendo uma vilã com uma personalidade psicopata com um humor e uma doçura ácida, senti falta de uma vilã que confronta-se mais com os seus rivais, ao em vez de ser representada por terceiros através de seu comando.

Vilã Poppy (Julianne Moore).


Mas não podemos negar que a ação e as habilidades dos novos e antigos agentes é que empolga e muito neste filme, vimos que a franquia evoluiu muito nesses aspectos, além do cenário retrô e figurino e estilo dos Kingsman (agora também dos Statesman) que é muito legal de ver, tanto até vontade de ser um Kingsman.

Kingsman: Harry (Colin Firth) e Eggsy (Taron Egerton).


Contudo, Kingsman: O Círculo Dourado é uma missão de espionagem cheia de ação, divertida, empolgante na medida do possível, que para matar a saudade dos agentes Kingsman vale a pena conferir.

Nota:


Nenhum comentário