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Crítica | It: A Coisa - de terror ao drama seus medos serão revelados


Terror, suspense, aventuras pinceladas de alívio cômico são tudo aquilo que você pode encontrar em It: A Coisa, uma obra para encher os olhos, desde os fãs mais fervorosos de Stephen King até quem nunca foi apresentado as obras do gênio do terror.

A história acompanha o Clube dos Perdedores, sete crianças unidas por serem excluídas na escola, além do que compartilham problemas relacionados ao lar, ponto chave da trama. Com o desaparecimento do pequeno Georgie, irmão mais novo de Bill (o líder do Clube), têm se início uma série de outros desaparecimentos na pequena cidade de Derry. É nesse ponto que começa o desenrolar da história, Bill, que parece ser o único que ainda vê esperanças em encontrar o irmão, vê nos amigos a única chance de descobrir o que de fato houve.


Como uma aventura clássica dos anos 80, somos apresentados ao Clube que conta com Bill (Jaeden Lieberher), Richie (Finn Wolfhard), Eddie (Jack Dylan Grazerm), Beverly (Sophia Lillis), Ben (Jeremy Ray Taylor), Stanley (Wyatt Oleff) e Mike (Chosen Jacobs). Cada qual com sua característica, história e seu medo. E é essa apresentação que desperta no espectador a empatia, elemento fundamental para todo o desencadear do filme e que Carry Fukunaga, roteirista  do longa, desenvolveu magistralmente. Acompanhamos a jornada das crianças na busca de respostas pelos estranhos acontecimentos que ocorrem na cidade e o ponto que conecta todos eles, o palhaço.


Você pode estar se perguntando: Onde entra o terror nesse filme? O terror, suspense está por toda parte, ele assume os maiores medos de suas vitimas, mas o elemento recorrente nesses casos, é o palhaço Pennywise, A Coisa por trás de tudo, quanto mais medo você sentir, mais ele se diverte. Bill Skarsgård, que dá vida ao personagem, imprime medo até no modo de falar, com uma caracterização que remete aos palhaços medievais, torna o ar de horror mais real e menos cômico do que foi abordado no filme de 1990. E é no uso exagerado de certos efeitos, mais especificadamente os utilizados para dar movimento ao Pennywise, que vai minha única ressalva, pois em determinados momentos o exagero imposto faz com que ele perca a crueldade com que é retrato em outras ocasiões.


Os dramas e traumas que as crianças passam são fundamentais para os medos que elas têm, e precisamos dar destaque especial a Sophia Lillis que interpreta Beverly, única garota do grupo e que imprime de forma convincente toda a angústia, frustração e medo que sua personagem carrega. Temos também Finn Wolfhard, conhecido por Stranger Things que tem um peso fundamental para alívio cômico da trama, fazendo com que os momentos mais tensos sejam embalados com uma pitada de leveza e humor.

It: A Coisa vai além do terror, ele retrata de forma consiste o luto, amizade, drama, medo, lealdade, a inocência das crianças e o fato de que às vezes precisamos abandonar a infância de forma prematura para enfrentar o que nos espera, afinal, o mundo não é o lugar seguro que os pais querem que acreditemos. Ao sair do cinema, posso garantir que você também irá flutuar...

Nota:


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