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Crítica | A Torre Negra, uma surpreendente e incrível obra prima de Stephen King nas telonas


Umas das obras primas mais queridas de Stephen King finalmente conseguiu uma produção cinematográfica, e quem sabe conquista espaço para uma nova franquia do cinema. ‘A Torre Negra’ tem um desafio e tanto pela frente, mesmo não sendo um filme grandioso, ele surpreende com uma trama marcante e envolvente, narrando de uma forma que todos, tanto um fã dos livros do King quanto a uma pessoa que nunca leu, possa entender e aproveitar a história. 


Entre os universos e mundos, a Torre Negra fica no centro de todos, como um escudo protetor contra as forças das trevas, monstros e a grande escuridão que vive fora dela, protegendo que jamais possa entrar e possuir os universos lá existentes. Se essa Torre for destruída, todos os mundos ligados a ela, será coberto pela escuridão, incluído o nosso. E esse é o grande objetivo do Homem de Preto, Walter (Matthew McConaughey), um Feiticeiro poderoso e líder dos homens sem rosto que raptam crianças que tem poderes psíquicos especiais que através de suas mentes podem destruir a Torre. Para protege-la existe Roland Deschain (Idris Elba), o último pistoleiro de uma antiga ordem de guardiões que protegem a Torre, e inimigo do Homem de Preto. Voltando a Terra, ao mundo atual, vive o garoto Jake Chambers (Tom Taylor) que mora com sua mãe Laurie Chambers (Katheryn Winnick) e seu padrasto, no Brooklyn. Constantemente ele tem pesadelos que envolvem o Mundo Médio, onde está a Torre Negra e o seu, chamado também como Mundo-Chave. Desacreditado, ele passa a desenhar tudo que vê nos sonhos, tentando desvendar os mistérios de seus pesadelos. Até que de repente, percebe que o mundo que ele apenas sonha, realmente existe, e principalmente suas grandes ameaçadas também.



Com uma imensa narrativa presente na saga literária A Torre Negra, a história é realmente explicada aos espectadores na introdução da trama, isso pode soar um roteiro meio arrastado, mas pelo contrário, na trama a explicação apresentada é bem equilibrada, deixando mistérios e enigmas a serem exploradas em uma possível continuação. Referências aos livros são até bastantes apresentadas no filme, mas para os fãs hardcore pode ser que não os satisfaçam tanto assim.

Na trama percebemos que o foco maior dentre os personagens é o garoto Jake, sentimos a falta de uma centralização maior ao Pistoleiro e Homem de Preto, mas mesmo assim eles não perdem sua grande importância na história. Roland mesmo revelando pouco de seu passado, sentimos o peso de sua trajetória e a responsabilidade como o último pistoleiro. Ele mostra-se um pistoleiro desacreditado, apenas com a sede de vingança pela morte de seu pai Steven Deschain (Dennis Haysbert) também um pistoleiro, morto pelo Feiticeiro. Ao encontrar com o menino Jake, eles têm uma relação paternal e isso despertar novamente em Roland a honra de ser um Pistoleiro. 

“Eu não miro com a mão;Aquele que mira com a mão esqueceu o rosto do pai.Miro com o olho.Eu não atiro com a mão;Aquele que atira com a mão esqueceu o rosto do pai.Atiro com a mente.Eu não mato com a arma;Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai.Mato com o coração.”



Juntos os dois encontram força para lutar. Aliás as habilidades do pistoleiro é algo indiscutível no filme. No elenco, os atores Idris Elba e Tom Taylor conseguiram uma boa conexão na relação dos seus personagens, Elba traz exatamente o que ele sabe fazer de melhor, um guardião herói que mesmo com o seu jeito rude, tem um grande e sábio coração. O garoto Tom Taylor não tem uma intensa interpretação, mas não decepciona mesmo pela sua pouca idade. Sobre o ator Matthew McConaughey como o vilão está perfeito, principalmente se for assistir legendado (e super recomendo) a voz grave do ator juntamente com sua atuação dá um tom ainda mais poderoso a interpretação do vilão.


Sobre a direção do dinamarquês Nikolaj Arcel, ele consegue realizar uma produção bem-feita, sintonizando muito bem os elementos da obra original para adaptação cinematográfica. Mostrando perfeitamente a construção de cenas de ficção e aventura, com as referências a história original. As filmagens e ângulos são registradas em um enquadramento simples e amplo.

Aliás o filme traz referências a outras obras de Stephen King como na cena do ‘Parque de diversões’ no Mundo Médio com um letreiro antigo escrito “Pennywise” de It – A Coisa e uma foto do Hotel Overlook de O Iluminado que aparece em cima da mesa do psiquiatra de Jake, além de vários outros easter eggs que iremos falar em outra post especial sobre o longa. 😉


Infelizmente não podemos negar que o filme nos deixa com a sensação de que realmente faltou algo a mais, mas mesmo assim não torna a história algo desinteressante ou tedioso, muito pelo contrário, consegue nos prender e fixar na trama. A Torre Negra tem sim chance para uma futura e boa franquia, sua saga literária é rica com aventuras fantásticas a serem exploradas, podendo trazendo um incrível universo de Stephen King as telonas, juntamente com sua coleção e grande marco já existente no cinema.


Nota:



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