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Crítica | Planetas dos Macacos: A Guerra, o encerramento magistral da franquia


A conclusão épica da trilogia Planeta dos Macacos chega finalmente aos cinemas e venho para fazer um alerta aos que vão em busca de ação do começo ao fim, afinal é Planeta dos Macacos: A Guerra, não é? Errado! E posso explicar perfeitamente que por mais extenso que seja o filme, você não vai querer desgrudar os olhos da tela, mesmo nas cenas mais mornas.

A luta pela sobrevivência agora é crucial, os humanos estão numa marcha desesperada para encontrar e acabar com os macacos, e é esse o ponto de partida do filme, estamos na visão de um grupo do exército que acaba encontrando a localização da base dos primatas. Nesse ponto somos arremessados no meio do conflito, humanos versus macacos, e então, nosso ângulo é invertido e somos literalmente jogados na visão dos animais, ambos os lados sofrendo perdas e lutando exclusivamente para sobreviver.


É aqui que nos voltamos para Caesar, e sua capacidade de empatia e liderança, sempre pensando no melhor para seu povo, isso, até que o Coronel, antagonista no filme interpretado por Woody Harrelson, apareça e tire parte importante da vida de Caesar. Todo o conflito estabelecido a partir deste ponto é muito bem trabalhado e Caesar vai começar a ser atormentado com as escolhas do passado.

A grande sacada que o filme nos proporciona é o fato de não termos um herói ou um vilão bem marcado, todos possuímos um pouco dos dois dentro de nós, muitas vezes o ódio e a dor nos cegam, Planeta dos Macacos: O Confronto nos mostrou muito disso. Afinal, nada é preto no branco, existem diversos tons de cinza entre eles. E, é nesse momento que a empatia é vital para essa jornada. 


Um ponto alto do filme é a introdução de Bad Monkey, único macaco que de fato fala, além de Caesar, o personagem consegue ser um alívio cômico para o momentos mais tensos e o faz sem parecer forçado, afinal aqui é tudo muito bem dosado. Matt Reeves, diretor do longa, consegue extrair uma atuação excepcional de Andy Serkis e torna o filme algo que enche os olhos de qualquer espectador, as metáforas expostas nos fazem ter um olhar mais atento para nós mesmos e a sociedade em que vivemos. Mesmo assim, o filme tropeça em algumas irregularidades, soluções fáceis demais, mas que não chegam a atrapalhar o andamento do mesmo.


A Guerra, como o próprio título nos lembra, não é o ápice dos personagens e acaba não sendo o ponto central da trama e de certa forma é o que faz esse blockbuster se tornar tão grandioso, o confronto não é a solução para a sobrevivência. Vá ao cinema preparado para uma experiência única que acalenta a alma e nos presenteia com um deleite visual e maduro para nunca esquecer dessa conclusão grandiosa e corajosa.

Nota:

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