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Crítica | Death Note: adaptação do anime decepciona fãs




Desde o anúncio feito pela Netflix sobre a compra dos direitos da famosa franquia oriental Death Note, os fãs já ficaram apreensivos com os possíveis resultados.

Não é de hoje que as adaptações de animes para live action vêm desapontando os fãs: diversas histórias foram decepcionantes na visão do público, e Death Note infelizmente entrou para essa lista. Com atuações rasas e enredo superficial, o filme acabou virando mais uma história de high school.

Toda a história foi adaptada para se passar nos Estados Unidos (em Seatle, mais precisamente), enquanto no original se passa principalmente em Tóquio, Japão (com passagens em outros locais, como Estados Unidos e Inglaterra).

Uma das grandes reclamações foi a mudança do clima da história: enquanto no anime Death Note possui uma trama que gira em torno de uma batalha de intelectos, nessa adaptação a história foi mudada para conter ação e perseguições, o que alterou a essência do enredo e dos personagens principais, Light Turner (no original Light Yagami), interpretado por Nat Wolff, e L, interpretado por Keith Stanfield.


Além das personalidades, as características físicas dos personagens, em um todo, foram alteradas. Nada de atores asiáticos, ou traços que os lembrassem. Apesar de os filmes estarem incluindo ampla diversidade de personagens, no caso de Death Note não agradou aos fãs. Outro ponto negativo da adaptação.

Há também a personagem Mia (Margareth Qualley), que originalmente se chama Misa. A garota, na história original, é uma famosa atriz e modelo, enquanto na adaptação é uma estudante e líder de torcida da escola de Light. Há alteração também na relação de Mia e Light: na história original, Light não a ama, apenas a usa como álibi, enquanto na adaptação vemos os dois em uma relação, na qual Mia possui o interesse de tomar posse do caderno.


Mas no meio de tantos pontos negativos, os fãs conseguiram identificar um ponto positivo: o aclamado personagem Ryuk, interpretado por Willem Dafoe. Os efeitos adotados para o personagem lembram muito o shinigami original, e apesar da bela interpretação feita por Dafoe, seu papel na trama foi alterado. Enquanto no anime Ryuk apenas assiste a disputa entre Light e L, no live action ele interfere nas ações do personagem.

Todos os efeitos especiais utilizados são um grande ponto de destaque para o filme, citando a cena de clímax da história: a roda gigante. Com efeitos bem aplicados, a cena possui grande apelo de fortes emoções, com muita ação e adrenalina. É uma boa cena, quando comparada como um elemento isolado do enredo original.


Fazendo uma análise como filme isolado (sem comparações com a história original), Death Note possui um enredo fraco e entediante, no qual as informações foram simplesmente jogadas ao longo da história, ficando confuso e com pouco aproveitamento dos personagens.

Em resumo, toda a adaptação é repleta de defeitos. Em todo o mundo, o filme vem recebendo diversos comentários negativos, tanto em comparação com o enredo original, como analisando o filme como uma história isolada. 

Avaliando de forma geral, levando em conta as adaptações, enredo, personagens (atuações), efeitos especiais e comparação com a história original, o filme merece 2 estrelas.

O diretor Adam Wingard escreveu o roteiro com intenção de fazer outros filmes em continuidade a esse. Os fãs já rejeitam a ideia e fazem chacota. Será que dará certo?

Nota:


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