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Crítica | Colossal, a história de um monstro contada de uma forma diferente

 

'Colossal' tem cara de filme que contém uma fraca trama com um monstro sem graça, mas é totalmente ao contrário. O filme produzido pelo cineasta Nacho Vigalondo mostra um estilo novo de contar uma história que tenha um monstro gigante, focado mais na trama dos personagens do filme e isso conclui num resultado bacana.


Logo no começo conhecemos a personagem Glória (Anne Hathaway), uma garota que não tem muita sorte: desempregada, viciada em bebidas alcoólatras, com um problema sério de trocar o dia pela noite de um sono sem fim e com um relacionamento por um fio com seu namorado Tim (o ator Dan Stevens). Depois de seu namorado pedir para que saísse do apartamento, Glória decidi voltar para a casa e sua antiga cidade onde passou a infância para recomeçar. Ao voltar ela reencontra seu amigo de infância Oscar (o comediante e ator Jason Sudeikis), que logo lhe oferece ajuda com um emprego como garçonete em bar que ele administra.

Mas de repente ela descobre que existe um monstro gigante e estranho aterrorizando a Coreia do Sul, e somente ela não tinha percebido ainda. Ao observar com mais detalhes as aparições e atitudes desse gigante bicho, ela descobri que existe uma estranha conexão do monstro a ela.


No começo o filme encaminha até para uma comédia, mas o ponto mesmo que o diretor Vigalondo é focar mais no drama dos personagens. A atriz Anne Hathaway é o destaque do filme, uma personagem de personalidade perdida, tentando descobrir o que está havendo de tão errado na sua vida. A descoberta que de ela era o monstro foi um grande choque a Glória, mas existe um ainda maior por vim.


Os momentos cômicos do filme são de falas sarcásticas, sem muito impacto humorístico, mesmo tendo o ator e comediante como personagem principal Jason Sudeikis.

O longa trata através das personagens Glória, Oscar e Tim assuntos como alcoolismo, relacionamentos abusivos de uma forma levemente descontraída, mas que te faz pensar.

O desfecho foi um tanto preguiçoso, percebendo nitidamente que o diretor se perdeu no enredo do filme em como concluir com todo o contexto já elaborado e desenvolvido no começo da trama.


E o monstro? Ele não é nada assustador, ao contrário ele é um personagem muito carismático, igualmente como sua intérprete Glória por causa de sua conexão total a ela, até demonstra que neste momento ela é mais ela mesmo dentro do monstro do que fora dele.

Mesmo sendo uma produção pequena e tendo algumas falhas, a nova ideia de contar a história de um monstro, mas não centralizando em apenas cenas de destruição como se fosse um filme sci-fi, mas sim contornar nos conflitos dos personagens diante da trama, que foi uma boa sacada nessa produção que infelizmente tinha um grande potencial.  Se você quer assistir uma história com um monstrão mais com pegada diferente e divertida na trama, vale a pena conferir o Colossal.


Nota: 

Trailer: 


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